Gartner: as 9 principais tendências de segurança e risco para 2020

A Gartner publicou recentemente um estudo sobre as 9 principais tendências para esse ano. Eles destacaram bastante a parte da pandemia, e comentarma sobre mudanças resultantes no mundo dos negócios que aceleraram a digitalização dos processos de negócios, a mobilidade dos terminais e a expansão da computação em nuvem na maioria das organizações.

Em contrapartida eles citam que como desafios as empresas que enfrentam a escassez de equipe de segurança técnica, a rápida migração para a computação em nuvem, os requisitos de conformidade regulatória e a evolução incessante das ameaças continuam sendo os principais desafios de segurança em andamento mais significativos.

Abaixo as 9 tendências citas pela Gartner:

Tendência Nº 1: Surgem amplos recursos de detecção e resposta para melhorar a precisão e a produtividade

Nesse ponto eles destacam o surgimento de soluções de detecção e resposta estendidas (XDR) que coletam e correlacionam automaticamente dados de vários produtos de segurança para melhorar a detecção de ameaças e fornecer um melhor recurso de resposta a incidentes.


Tendência 2: A automação do processo de segurança surge para eliminar tarefas repetitivas

Aqui ele faz um link com a falta de profissionais que citei no começo. A falta de profissionais de segurança qualificados e a disponibilidade de automação nas ferramentas de segurança impulsionaram o uso de mais automação de processos de segurança


Tendência Nº 3: A IA cria novas responsabilidades de segurança para proteger iniciativas de negócios digitais

A Inteligência Artificial, e especialmente o aprendizado de máquina (ML), continua a automatizar e aumentar a tomada de decisão humana em um amplo conjunto de casos de uso em segurança e negócios digitais. No entanto, essas tecnologias exigem conhecimentos de segurança

Tendência Nº 4: Os diretores de segurança (CSO) de nível empresarial emergem para reunir vários silos orientados à segurança

Aqui eles destacam a necessidade de se envolver mais áreas da empresa para montar esse ecosistema de segurança. O CSO pode agregar programas de segurança de TI, OT, segurança física, segurança da cadeia de suprimentos, segurança de gerenciamento de produtos e saúde, segurança e meio ambiente em um modelo centralizado de organização e governança.

Tendência no 5. A privacidade está se tornando uma disciplina própria

A privacidade está se tornando uma disciplina própria cada vez mais influente e definida, afetando quase todos os aspectos de uma organização. Como uma disciplina independente em rápido crescimento, a privacidade precisa ser mais integrada em toda a organização.

Tendência nº 6: Novas equipes de “confiança e segurança digital” se concentram em manter a integridade de todas as interações onde o consumidor encontra a marca

Os consumidores interagem com as marcas por meio de uma variedade crescente, das mídias sociais ao varejo. A segurança do consumidor nesse ponto de contato é um diferenciador de negócios. A segurança desses pontos de contato geralmente é gerenciada por grupos distintos e as empresas estão cada vez mais adotando equipes multifuncionais de para supervisionar todas as interações, garantindo um nível padrão de segurança em cada espaço em que os consumidores interagem com os negócios.

Tendência nº 7: A segurança da rede se transforma do modelos de dispositivos baseados em LAN para SASE

O Secure Access Service Edge (SASE) é uma estrutura de segurança que permite que usuários e dispositivos tenham acesso seguro à nuvem e seus aplicativos, dados e serviços, de qualquer lugar e a qualquer momento.

O SASE converte rede e segurança de rede em uma única solução em nuvem para atender às necessidades de transformação digital de negócios, computação de ponta e mobilidade da força de trabalho

Tendência nº 8: Uma abordagem de ciclo de vida completo para proteção dos requisitos dinâmicos de aplicativos nativos da nuvem

À medida que os aplicativos se tornam cada vez mais dinâmicos, as opções de segurança também precisam mudar. Nesse ponto a Gartner destaca a necessidade de combinar as tecnologias de Cloud Workload Protection Platforms (CWPP) e Cloud Security Posture Management (CSPM).

Com uma solução de CSPM, as organizações ampliam a visibilidade sobre os recursos que estão na nuvem e podem de forma ágil verificar se as configurações de seus ambientes estão de acordo com práticas e estruturas de mercado. Assim, podem atestar, por exemplo, que foram implementados todos os controles necessários para proteger determinado serviço ou identificar lacunas em relação às configurações recomendadas para cada recurso.

Tendência nº 9: A tecnologia de acesso à rede zero trust começa a substituir as VPNs

A pandemia do COVID destacou muitos dos problemas das VPNs tradicionais. O acesso emergente à rede de confiança zero (ZTNA) permite que as empresas controlem o acesso remoto a aplicativos específicos. Essa é uma opção mais segura, pois “oculta” aplicativos da Internet.

O Zero Trust é um modelo de segurança de rede, baseado em um rigoroso processo de verificação de identidade. A estrutura estabelece que somente usuários e dispositivos autenticados e autorizados podem acessar aplicações e dados. Ao mesmo tempo, ela protege essas aplicações e os usuários contra ameaças avançadas na Internet.

Fonte: Gartner

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